sexta-feira, 27 de julho de 2018

julio

junho e julho vem sendo um combo. a apresentação da dissertação foi espetacular. e sim, entrei no doutorado. vamos com força, fé e coragem.

passei as últimas duas/três semanas num limbo. não fiz nada de muito útil e ignorei todas as pessoas do whatsapp por pura falta de vontade de responder. só respondi as minhas tias e meus pais. todo o resto foi ignorado. a coisa ficou tão complicado, pois eu só saia do quarto para ir ao banheiro e pegar alguma coisa para comer, que minha companheira de casa, em uma dessas saídas, perguntou se eu estava me drogando. "não, é apenas mais uma crise".

ela foi viajar tem uma semana, e se eu sai de casa mais de três vezes nesse intervalo de tempo, foi muito. mas isso não me tirou de uma experiência muito sinistra com marijuana, que nunca tinha acontecido na minha vida e que me fez apagar por alguns segundos e sonhar com minha mãe.

já acompanhei algumas experiências com marijuana, inclusive várias vezes com meu ex marido, mas nunca tinha acontecido comigo. e fiquei bem assustada. por sorte estava com dois amigos que me deram suporte e ficou tudo bem.

porém, sigo estranha. sigo sem querer muito contato com as pessoas. numa das saída quando minha amiga ainda não estava de viagem, fomos a festa de um amigo em comum. lá conheci uma pessoa e conversamos bastante. ele me deu seu número de telefone, e eu fiquei na promessa de mandar mensagem no dia seguinte para a gente marcar de beber a cachaça que ele tinha ganhado de uma amiga brasileira. e não, eu ainda não mandei a mensagem.

e também não mandei a mensagem para um casal de amigos respondendo quando vamos tomar um café. ou outra que me chamou para uma cerveja. nem respondi quando vou visitar uma amiga que teve um bebê no último mês. nem respondi sobre o artigo que iria publicar com minha leitora. nem respondi o convite do meu orientador da dissertação sobre um seminário que ia participar.

não sei que mulesta anda acontecendo comigo.
mas é com se eu tivesse enjoada de pessoas.
de contato.

*pode ser a coisa mais absurda do mundo. mas eu fiquei com saudade do meu ex marido. com certeza se ele tivesse aqui, iria fazer uma dança estranha para que eu pudesse sorrir. eu iria chorar, ele iria me abraçar; e iriamos finalizar à noite com Netflix, pipoca, Coca Cola e algum chocolate. com ele eu não me sentia tão estranha pela falta de vontade de contato. mas a vida segue. como disse uma amiga "quase 10 anos, ele nunca será apagado da sua vida". e bem, é isso.

segue o baile!