quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

um dia essa dor será útil, mãe

em algumas semanas nao teremos mais essas oportunidades. você ignora o fato e permanece estática. 

tentei te buscar, até criei formas mirabolantes. depois de tanto ser ignorada, nao entrei mais em contato. foram dias terríveis, noites intermináveis.

num dia perdido, alguém chegou avisando que você estava me procurando... você sabe meu endereco, meu telefone, meu número de celular, os lugares que estou. você apenas deu o recado e nao fez mais nada.

sua passividade acaba comigo. 
e eu só gostaria de saber o que fiz para ser tao ignorada!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

vai em paz

e como nao poderia deixar de ser:

as datas novamente.

um ano e tres meses depois
o adeus em definitivo

cruzado!

entre ódio e devocao
acabei com as torturas,
os gritos,
e infinitos pedidos.

a gente aprende
com o tempo,
com a experiencia
e principalmente:
com as pessoas.

sábado, 23 de janeiro de 2016

pergunto-me o fiz para vivenciar estas experiencias desastrosas. penso ser alguma coisa de aprendizagem ou recompensa por algo feito. misturo as ideias, mas nao encontro saída. tento lembrar de alguma coisa, mas nao consigo. 

será que fiz algo, mas nao consigo recordar? será que nao dei comida ao mendigo? falei algum palavrao muito feio? questionei Deus quando nao deveria? o que será que ocorreu?

o vazio e a solidao é tao gigante que comeco a me afogar. nao encontro nenhuma areia que eu posso chegar, só vejo o mar imenso e eu no meio de tudo aquilo. äs vezes um barco passa, oferece um pouco de água, um pouco de comida...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

entre café, escritas
e lembrancas
vou preenchendo
a falta que ainda consome

deveria escrever
numa linguagem
mistica,
pré hispanica...

ou algo
de modismo

mas nenhum
idioma
conseguirá
explicar como
meu peito ainda espera por voce!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

te liguei enquanto buscava
qualquer espaco que pudesse me jogar.

estava no decimo primeiro
andar de um prédio

quis ouvir tua voz,
tua respiracao,
quis te amar por uns segundos

--

busquei mais tres
andares e nao encontrei
nada

nenhum miserável espaco

até encontrei...
mas o seguranca
do local nao permitiu
minha facanha

pois bem,
voltei para casa
naquela tarde cruel
e voce retornou minha ligacao
quase cinco horas depois

dizendo que havia deixado
o celular
em um lugar...

eu sabia que era mentira,
voce sabia que era mentira
e um minuto depois
voce disse que iria desligar
pois iria jantar.

fiquei arrependida por ter ligado,
quis destruir minha alma
naquele instante,
e joguei

joguei o sentimento
que restava na 
lata do lixo

tomei alguns remédios
e acordei escrevendo

e é assim que 
encontrarei minha alma
me livrando de migalhas!

e odiando você.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

mais um amanhecer. poderia pensar no que quero fazer no dia. aproveitar que os raios saem da janela. quando faço o primeiro movimento, sinto as costas doer. e lembro que além da dor emocional, existe a dor física.

nao consigo mais ficar consciente e pensar nos próximos dias, semanas, meses e anos... quando vejo o fim da vida cada dia mais próximo. sinto medo de fazer uma escolha equivocada, mas sinto que nao existe mais saída. nao importa o que aconteça, eu sempre estarei lutando contra os demonios... luta essa que nao existe vitória.

pode ser ridículo, mas nao encontro alternativas.
o mundo perfeito que as pessoas desenham para mim,
nao me pertence,
nao me completa...

poderia fugir para outro estado,
outro país,
mas possivelmente essa dor 
me acompanhará.

e eu só estaria adiando
o previsível.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Há quase um mês não lavo roupa. Possivelmente essa poderia ser uma afirmativa assustadora, se não fosse eu. Se não fosse essa falta de vontade que corrói a alma... talvez eu ficasse assustada com o relato, até poderia ser diferente. Mas desprezar as roupas, é me desprezar também.

Eu tentei. Tentei mais uma vez. Incluí opções, metas, objetivos. Mas nada é suficiente. Por exemplo, eu gostaria que eles tivessem outra postura, mesmo sabendo que era impossibilidade acontece-la. Nos últimos tempos tudo é tratado de forma tão mesquinha, que a vontade é apenas explodir a mim mesma.
Yo estoy en un hoyo
tú ya no sé 
Quiero abrazarte 
Y buscarte todos
Los días 
Las mañanas son
Terribles 
Las noches
Interminables!
Quiero volver 
A los días buenos
Con las chelas,
Con pulques y café 
Sufro por verte así 
Aunque yo no
Tengo medicinas 
Para curarte
Y solamente pienso en
Morir
En la batalla 
Yo sé que estoy sola...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Pedaços pesados de medo atrapalham através do tempo Os amores que um dia preencheram hoje nada cabe. Oscilar entre o corretor memorável ao acesso perverso. Passos largos para fugir, mas na fuga é encurralada por teias.

Ela tentou, mas o abraço oferecido foi de tentáculos de água viva. Doíam mais que qualquer outra coisa, porém era reconfortante. E doía. A dor saborosa com prazer, mas não esquecida que era dor. Ela não tinha tempo. O tempo corria ao seu lado... ela tentava, mas não podia.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

no volveré

˜fuimos nubes que el viento aparto 
fuimos piedras que siempre chocamos 
gotas de agua que el sol reseco 
borrachera que no terminamos 

en el tren de la ausencia me voy 
mi boleto no tiene regreso 
lo que quieras de mi te lo doy 
pero no te devuelvo tus besos˜

Chavela Vargas.

el rumbo?


El rumbo de la ruta
no camina sencillo
He ido por usted
demasiado cada día 
Soy la isla desierta 
que no camina
para nadie!
Había estado
allá por semanas
Junto al tu cuerpo
Aunque no hablabas conmigo
Ni una palabra
Estaba lista para todo
pero, no obstante,
Quisiera un abrazote,
Y seguir hacia
su corazón!

em busca de formas
para nao acabar 
com os proprios
sonhos

sigo mais uma vez...

o mundo,
ainda desnudo,
cruel e instavel
nao favorece
os passos

compartilho
o café com a madrugada
enquanto as letras
expressam solidao

nao posso pensar em
mim
se nao acabar com 
a gente
hoje mais que ontem!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

mendigar amor e atenção



mãe,

cheguei mesmo sabendo que não era bem vinda. olhei para você enquanto sua vontade era que eu fosse embora mais uma vez. não solicitei um abraco, já que estava mendigando respirar o mesmo ar, o abraco ultrapassaria os limites. você não sabe, ou deve achar que é besteira... mas eu realmente estou sofrendo.
que o telefone toque, as mensagens cheguem. eu somente quero deitar o corpo no concreto. lidar com o mundo... do meu jeito! 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

atropello

no vengan hablar
de injusticia!

donde quepa
mis acciones
he ido con mis 
libros

si te fuiste
sin decir
¿qué hago yo?

las heridas
aca estan
conmigo
aun no acabaron!

aunque: HE INTENTADO!!!

mi alma
queja sus conductas!

Mudança. Novamente: mudança.



Livros, roupas e alguns mínimos pertences que cabem na mala. Estamos nos preparando para dizer adeus a família nuclear. Estamos saindo da casa que há muita já não pertencia. Eu e eu mais uma vez entregue aos braços do vento! Deveria sair para construir minha própria família, mas o conto de fadas somente acontece em desenho animado para princesas.
Faltou você, meu querido! Em alma estavas com a gente, no nosso seio familiar. Lembramos de você em todos os momentos, a cada segundo da virada para 2016. Lágrimas rolaram, abraços apertados mais ainda! Desejei que você estivesse num lugar seguro... Todos nós rezamos e pedimos por você...

Gostaria que você tivesse aqui para comentar do Carnaval que vai se aproximando. Eu não tinha ninguém para me olhar, me abraçar e dizer que janeiro vai passar logo. Gostaria de olhar sua dancinha maluca... Meu querido, ainda sentimos saudade. O coração ainda aperta, o amor continua tocando o coração. Faltou você!

Nos encontraremos! Pode ter certeza que nos encontraremos... e todas nossas dores iram passar!