sábado, 19 de março de 2016

NEGRA, POBRE E NORDESTINA

Outro dia recebi um comentário que fiquei chocada aqui no blog, alguém disse que eu me valorizasse e mostrasse minha cara, e falou alguma coisa do seu filho adotivo negro. Ela fez alusão a minha descrição no perfil (aí do lado). Primeiro: não mostro minha cara pois a intensão desse blog não é fazer comércio de mim mesma. Respeito demais os que fazem, e até os que colocam o número do CPF, mas eu conservo minha privacidade com unhas e dentes... e quem me conhece, no particular, sabe o quanto evito esse tipo de exposição. E qualquer outra.

Segundo:

Facilmente o preto e o pobre tem sua cultura desvalorizada quase que automaticamente, ocorre em vários países e no Brasil não é diferente. Porém vejo como pensamento estupido de gente pequena esse tipo de insinuação. Já que nós, pretos e pobres, não tínhamos acesso a educação formal. Felizmente essa história vem mudando graças as politicas de inclusão social. (abraços e beijos para as cotas!)

A primeira frase da minha descrição é clara: sou mulher, preta, pobre e nordestina. Rótulos que são usados até mesmo para insultos por muitos... Eu, honestamente, não tenho vergonha da minha raiz. E minha raiz é essa descrita. Enquanto a pessoa acha que estou me desvalorizado, na verdade estou vangloriando meu sangue preto e pobre e dizendo o obvio: mulher, preta, pobre e nordestina tem voz e espaço. Escreve e merece ser ouvida.

Eu sou mais uma no meio de muitos. E saber minha cara, minha conta bancaria e onde eu vivo não torna meus textos mais atrativos.

2 comentários:

  1. Olá, Sara...fique calma, não tem jeito, cada coisa que temos que defrontar, não?...inegavelmente, a Internet representa um dos principais avanços tecnológicos , permitindo a globalização de informação e conhecimento, diminuindo distâncias e isso faz com que muitos se enganem e pensem que conhecem quem está do outro lado da telinha . Por isso que sempre digo que é preciso haver muitas cautelas nessa utilização e a privacidade faz parte disso. Devemos nos expor o mínimo , suficiente, possível, pois, se no "olho a olho",nos enganamos,quem diria através de um computador? ...enfim, tanto na vida real como no virtual, somos os únicos responsáveis por nossos atos e escolhas e aqueles que não compreender o outro em sua particularidade, que pelo menos respeite , reconheça e seja mais receptivos às diferenças, esse é o mínimo!O respeito deve ser sempre a chave das relações!Porque a vida, por vezes, é cruel. Primeiro você não respeita, pessoa, raça e cor. Depois vai pra fila dos desrespeitados e por fim entra na fila dos excluídos..
    Obrigado pelo carinho,feliz domingo, belos dias,beijos!

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