quinta-feira, 27 de outubro de 2016

vai uma fruta ai?

estou numa viagem acadêmica. convite da professora. com mais uns três ~gatos pingados~ do mestrado. tudo indo bem, outra cidade, praia, maravilhoso e perfeito até que na madrugada de ontem eu acordei vomitando horrores. vomitei AO LADO DA CAMA e no outro lado estava minha companheira de quarto. isso aconteceu às 2:30 da manhã e fomos dormir, tão loucas, com aquele cheiro insuportável porque a gente teria que acordar suppper cedo para atividade do outro dia.

gravidez? infecção estomacal? ou uma lata de cerveja que tomei na noite anterior?

espero que seja gravidez, deus me livre ficar passando mal por uma lata de cerveja.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

oi, bom dia.


Não é necessário nenhum esforço extraordinário para compreender a gordofobia; a própria palavra sugere um acentuado desconforto e sentimento de repulsa contra pessoas gordas. Tal postura é tão enraizada em nossa cultura que a maioria das pessoas imediatamente remete pensamentos gordofóbicos às mais variadas imagens e situações: por exemplo, acham inaceitável uma mulher gorda vestir roupas justas ou frequentar a praia de biquíni; sentem desprezo por um homem obeso que come prazerosamente na praça de alimentação do shopping. Há um vasto leque de imagens negativas que demonstram como pessoas gordas são percebidas na sociedade, quase sempre representadas como desagradáveis e repulsivas.

(...)

A maior quantidade de gordura não significa necessariamente menos saúde; há até mesmo pesquisas atuais que sugerem o efeito contrário em algumas situações (leia aqui, em inglês). É importante observar que sedentarismo e má alimentação não estão necessariamente associados à obesidade, havendo uma infinidade de pessoas gordas ativas e saudáveis, além de pessoas magras com a saúde potencialmente debilitada por diversos fatores. Além disso, muitas pessoas não percebem a falta de coerência quando dizem se preocupar com a saúde alheia, a começar pelo fato de que não existe um medidor universal de saúde. Há infinitas dificuldades médicas que uma pessoa pode enfrentar e não existe fórmula mágica pra calcular com exatidão a “quantidade”, ou mesmo a “qualidade” da saúde de alguém. Enquanto manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos pode ser uma boa medida para prevenir ataques cardíacos, humilhar uma pessoa não vai atenuar em nada sua saúde psicológica ou emocional. O único modo de verificar a saúde de alguém é realizando exames extensivos e tendo os resultados avaliados por alguém profissional, que deverá dizer onde exatamente a saúde está falhando. Não se pode concluir o estilo de vida de uma pessoa baseando-se unicamente no seu corpo, ou mesmo deduzir que esse seja uma representação da sua saúde ou qualidade de vida.

Fonte - Gordofobia uma assunto sério. por Jarid Arraes

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

mãe


Talvez se você tivesse ao meu lado, eu tivesse plena naquela relação. Talvez, se a gente tivesse conversado sobre o assunto, eu tivesse outras ideias no momento. Talvez... Eu precisei de você quando meus velhos sonhos escaparam dos meus dedos. Se você tivesse me aconselhando, talvez tivesse funcionado. Afinal, não é esse o papel das mães?

Não foi você que me perguntou se era uma mulher quando conversamos? Se não fosse para você... para quem eu iria contar? Posso contar nos dedos às vezes que te encontrei no ultimo ano, e isso é deprimente. Ainda não entendo sua necessidade de se abastar de mim... e nem entendo quando você me liga dizendo que sente saudade.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

mais um dia

compreender o Outro nunca foi e nunca será fácil. passei quase toda minha vida acreditando que eu era sensível o suficiente para me aproximar das pessoas. nos últimos tempos precisei compreender o Outro a partir do silencio. compreender é muito forte... nos últimos tempos eu precisei aceitar as atitudes do Outro a partir do silencio.

não existia nenhuma explicação aceitável para que eu não tivesse acesso aos pensamentso e aos comportamentos do Outro. e passei esse processo em ambito familiar e amoroso ao mesmo tempo. decepção, até o momento, descreve 2015 e 2016. 

eu ainda não consigo acreditar como tudo foi jogado no lixo com tanta facilidade. ainda não consigo chegar perto de qualquer explicação sensata, lógica, coerente. ainda me custa muito pensar nas atitudes, nos últimos encontros. me custa trabalho refletir sobre como tudo aconteceu, como as conversas foram ignoradas.

eu só lamento que todas as minhas palavras de amor e afeto foram jogadas no lixo, seja familiar ou amorosa, o futuro virou um monte de areia, o mundo ficou pelo meio do caminho. a inseguraça tornou-se um porto seguro. e constante.



até algumas semanas me via questionando as atitudes dos Outros mais ferrozmente, me via inquiata, triste. mas o tempo vai passando e eu percebi que o que menos quero nesse momento é uma explicação, pois sei que nenhuma explicação irá me deixar mais tranquila e nenhuma explicação me fará perceber de uma forma diferente da que já fui construindo ao longo dos meses. egoísmo e falta de empatia é o máximo de lógico que consigo pensar.

atualmente tenho todos os elementos possíveis para ficar feliz. eu poderia fazer uma lista imensa de todos os motivos... mas há dias, como o de hoje, que a tristeza exala. e eu começo a refletir sobre os pessoas, minha relação com elas e suas atitudes.

mais uma vez... esperando dias melhores.